quarta-feira, 31 de março de 2010

ANÚNCIO

A partir deste momento, este blog irá contar com a participação especial de Citizen Kane que irá ocasionalmente postar algumas críticas e dinamizar, tal como eu, este espaço.

segunda-feira, 29 de março de 2010

21 Grams (2003)


Neste filme, a vida de três desconhecidos que vão acabar por se colidir devido a um trágico evento que promete abalar as suas vidas para todo o sempre.

O realizador Alejandro González Iñárritu conta a história não numa maneira sequencial, mas quase como se fossem pequenas histórias individuais que se vão eventualmente por cruzar.

As personagens principais são Paul Rivers (Sean Penn), um homem que precisa urgentemente de um novo coração senão corre o risco de não viver por muito mais tempo, Cristina Peck (Naomi Watts), uma ex toxicodependência que é agora uma mulher casada e mãe de duas filhas, e Jack Jordan (Benicio Del Toro), que é um ex presidiário que agora é um grande devoto em Deus e deixa que Ele decida tudo por Jordan.

Mas rapidamente, tudo irá mudar para os três.

A fita conta com um excelente elenco, encabeçado por Sean Penn, Naomi Watts e Benicio Del Toro que dão todos excelentes prestações.


Watts dá mesmo a sua melhor prestação de sempre, mostrando que pode muito bem ser considerada uma das melhores actrizes da sua geração.

Benicio Del Toro está mais uma vez fantástico, ele que nunca desilude nos seus papéis e neste atinge um nível brilhante.

Sean Penn, que teve um ano em cheio, já que nesse ano entrou no excelente Mystic River que mais tarde lhe valeria o Óscar de Melhor Actor. Aqui em 21 Grams ele dá mais uma prestação que fica para a história e prova que é um dos melhores (o melhor talvez!) actor da sua geração.

O argumento escrito por Guillermo Arriaga, é dos melhores da década transacta, conseguindo com ele que quem veja o filme consiga facilmente preocupar-se com as personagens, sendo elas todas bastante estranhas e por vezes difíceis de gostar, e isso deve-se, claramente, ao argumento.

A realização de Inarritu é fantástica. Ele consegue fazer com que o método que usa para filmar, faça com que o espectador sinta melhor as emoções das personagens e compreenda melhor toda a acção do filme.

21 Grams, prova ser um dos melhores filmes do ano de 2003 e foi um dos grandes injustiçados da cerimónias dos Óscares, conseguindo apenas duas nomeações e saindo sem qualquer vitória.


"They say we all lose 21 grams... at the exact moment of our death. Everyone. And how much fits into 21 grams? How much is lost? When do we lose 21 grams? How much goes with them? How much is gained? How much is gained? Twenty-one grams. The weight of a stack of five nickels. The weight of a hummingbird. A chocolate bar. How much did 21 grams weigh?"

Avaliação - 8.9/10

domingo, 28 de março de 2010

Superbad (2007)


Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), são dois comuns adolescentes que não gozam de qualquer popularidade na sua escola. Eles são por vezes acompanhados por outro impopular adolescente, Fogell (Cristopher Mintz-Plasse), do qual eles não gostam muito, especialmente Seth.

Agora que estão a poucas semanas de acabarem o secundário e irem para a universidade, os três amigos querem desesperadamente ter sexo, para depois quando chegarem a universidade serem mais experientes nessa matéria.

Para sua surpresa, os três são convidados para irem a uma festa na casa da popular Jules (Emma Stone), e esta parece ser a melhor chance que têm para perder a virgindade. Por essa altura, Fogell está perto de ter um bilhete de identidade falso, que lhe permitirá comprar bebidas alcoólicas para a festa e assim eles podem-se tornar um pouco mais populares junto dos seus colegas.

E é a partir daí que as coisas começam a correr de uma maneira que não estava prevista, entrando em acção dois polícias no minímo peculiares, Slater (Bill Hader) e Michaels (Seth Rogen), que vêm trazer ainda mais comédia ao filme.


Superbad é uma comédia de adolescentes que cumpre o seu papel a um nível fantástico. A grande diferença deste filme para todos os outros filmes de adolescentes é o argumento que se revela absolutamente genial para o género. Esse argumento foi escrito por Evan Goldberg e o grande Seth Rogen. (Nota para o facto de o nomes das duas personagens principais serem o nome dos autores do filme, será sequer possível que existe alguma ponta de autobiografia neste filme? Seria giro!)

Todos os actores cumprem no seu papel, mas o meu destaque vai para Cristopher Mintz-Plasse que fez aqui a sua estreia no cinema, ele que na altura era mesmo um aluno do secundário e safa-se bastante bem em todos os momentos. Dos restantes só esperava o que ofereceram, o que foi muito.

A realização coube a Greg Mottola, realizador de Adventureland, que não brilhou nem comprometeu, fez o que seria suposto neste tipo de filmes, que é deixar os actores e o argumento brilharem.

Como é possível ver, é-me muito difícil não recomendar este filme, mas é preciso ter atenção que poderá não ser um filme para todos, especialmente para quem é demasiado susceptível para com palavrões e basicamente, díalogos reais. É sem dúvida, uma excelente comédia de adolescentes.


"You know when you hear girls say 'Ah man, I was so shit-faced last night, I shouldn't have fucked that guy?' We could be that mistake!"

Avaliação - 8.2/10

sexta-feira, 26 de março de 2010

Trailer de Scott Pilgrim vs. The World

Scott Pilgrim vs. The World



Não sei muito bem o que dizer acerca deste filme, a não ser que conta com a participação de Michael Cera no papel principal.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Contact (1997)


O filme conta a história de uma jovem cientista chamada Ellie Arroway (Jodie Foster) que passou toda a vida a acreditar que há vida fora deste planeta, senão seria "um enorme desperdício de espaço". Depois de vários anos, ao abrigo de um programa do governo, a tentar descobrir alguma forma de vida, e depois de lhes serem retirado os fundos pelo governo, ela por autêntica sorte encontra uma mensagem mandada por dum planeta longínquo.

Depois de várias análises à mensagem, eles descobrem que aquilo é um género de livro de instruções para um projecto do qual os cientistas pensam que seja uma máquina que fará com que uma, e apenas uma, pessoa possa ir ter com os seres extra terrestres ao seu planeta.

Depois de isto tudo ser descoberto pelo público começa o caos, havendo imensa discussão entre pessoas racionais que acreditam na ciência como resposta a todas as questões, e do outro lado os crentes em Deus e nas religiões que não vêem com bons olhos estas mensagens vindas de outro mundo.


As actuações de todo o elenco, são bastante boas, indo o foco para Jodie Foster que está, mais uma vez, a um grande nível. Até Matthew McConaughey, um actor que eu não gosto particularmente, consegue estar bem no seu papel de crente em Deus.

O argumento, embora não estrague o filme, por assim dizer, faz com que o filme por diversas vezes tenha ritmos diferentes o que é um pouco chato. E também achei que o final podia ter sido bem melhor, já que me pareceu ter sido feito bastante à pressa.

O realizador Robert Zemeckis, depois de vários sucessos com a trilogia Back to the Future e o grande Forrest Gump, volta ao cinema com este filme de ficção científica e conjugando imensos factores que têm a ver com a realização cumpre a sua tarefa bastante bem. Numa certa parte do filme ele começa a usar uma tecnologia da qual agora não consegue viver sem. E engraçado ver esse início na sua carreira.

Contact e embora não seja um grande filme também não é um mau filme. É um filme que entretém e que se não fosse um final bastante rápido e sem grande profunidade poderiamos tar aqui a falar de um grande filme de ficção científica.


"Mathematics is the only true universal language."

Avaliação - 6.8/10

quarta-feira, 24 de março de 2010

The Bucket List (2007)


Carter Chambers (Morgan Freeman) e Edward Cole (Jack Nicholson) são dois idosos muito perto e morrer. Os médicos não lhes dão mais do que seis meses de vida.

Edward é o dono do hospital onde ambos estão e é um sujeito bastante rico. Carter é um mecânico pobre que partilha o quarto com Edward. Eles são completamente diferentes um do outro. Enquanto Cole é divorciado de quatro mulheres e não tem aparentemente qualquer família, Chambers possui uma larga família e uma mulher devota que o ama muito.

À medida que a hora final vai chegando os dois vão-se aproximando, tornando-se bons amigos.

A história começa a desenvolver-se, quando Carter começa a escrever uma lista de tudo o que ele quer fazer antes de morrer. Ele gostava de fazer coisas simples que não envolvesse grande dinheiro mas apenas a ajuda do próximo. O que Carter não esperava é que Edward tomasse parte desta lista e devido a ele e ao seu dinheiro, ambos pudessem fazer uma quase volta ao mundo, experimentando várias sensações e novas culturas.


O grande problema do filme é em certos aspectos a diferença de ritmos e também o facto de nao sair do razoável noutros momentos.

O argumento escrito por Jack Zackham é um dos aspectos que falei, que não atinge o grande nível mas continua a ser razoável, bem como a realização por parte de Rob Reiner.

Os desempenhos dos actores principais no filme são esses sim, bastante bons. Também vindos de dois dos grandes actores ainda actividade não seria de esperar menos.

No fundo, The Bucket List é um bom filme para ver, caso também não se esteja à espera de uma obra prima e também desafio a alguém a não se sentir minimamente tocado pela história no seu final.


"Somewhere, some lucky guy's having a heart attack."

Avaliação - 7.1

terça-feira, 23 de março de 2010

Definitely, Maybe (2008)


Depois de um dia estranho na escola, Maya (Abigail Breslin) resolve que quer saber tudo sobre como o pai, Will (Ryan Reynolds), conheceu a sua mãe.

Will acaba por ceder ao pedido de Maya, mas resolve acrescentar-lhe um pouco de mistério, contando-lhe "toda" a sua vida, a partir de um certo ponto, até àquele momento, contando também todas as mulheres por quem se interessou desde a sua vinda para Nova Iorque. Mas para Maya não saber qual delas é a sua mãe, ele dá-lhes falsos nomes, acrescentando assim um pouco de mistério à trama.

Definitely, Maybe é uma simpática comédia romântica que realmente sobressai no meio de tantas outras que são no mínimo medianas. Esta aqui é bastante original e o crédito vai todo para o realizador/argumentista Adam Brooks.


Todos os papéis são bem interpretados, até por um Ryan Reynolds que não imaginei que se fosse sair muito bem como figura paternal, mas tenho de dar o meu braço a torcer, já que ele esteve bastante bem. Como a pequena Abigail Breslin, que pode ser o futuro da representação.

Elizabeth Banks, Isla Fisher e Rachel Weisz representam as candidatas a mãe de Maya, e todas elas cumprem no seu papel. Pessoalmente acho todas interessantes, tanto a nível da representação como a nível de beleza, e Will só pode ser considerado um autêntico garanhão!

Uma nota ainda para a pequena prestação de Kevin Kline que foi umas das mais engraçadas personagens do filme.

Esta fita revela-se uma lufada de ar fresco nas comédias românticas, que têm andado bastante em baixo nos últimos tempos.


"Dad, I can't believe you smoked... and drank... and was such a slut... But I still love you."

Avaliação - 7.3/10

segunda-feira, 22 de março de 2010

About Schmidt (2002)


Warren Schmidt (Jack Nicholson) acabou de se reformar de um emprego numa seguradora, e encontra-se bastante aborrecido e sempre a tentar fazer qualquer coisa que lhe ocupe o tempo. Tudo piora quando a mulher de Warren morre e ele fica sozinho.

Com isto tudo a acontecer ao mesmo tempo, Warren, ao ver um anúncio na televisão, "patrocina" um menino africano, mandando-lhe uma determinada quantia todos os meses. Junto com o dinheiro manda-lhe uma carta a contar o que se vai passando na sua vida, dando assim a "voice-over" ao filme. Nessas cartas ele desabafa e diz tudo o que pensa em relações a variadíssimos assuntos.

A filha de Warren está muito perto de casar, e ele sem nada para fazer põe-se a caminho de Denver, para ajudar nos preparativos do casamento algo que não satisfaz muito a filha, assim e não querendo voltar para aquela casa fria e vazia, Warren vai revisitar o passado, indo, por exemplo, ao local onde viveu a sua infância.


Nesta fita, Nicholson dá mais uma excelente prestação e prova que é um dos grandes acotres ainad em actividade. Totalmente justa a nomeação para o Óscar de Melhor Actor, mas revelou-se bastante difícil para ele ganhar já que tinha dois concorrentes de peso nesse ano.

O restante elenco dá-nos os momentos mais engraçados do filme, estando lá por vezes para fazer o filme mais leve. Um especial destaque para Dermot Mulroney como Randall Hertzel, futuro marido da filha de Warren e também para a sua mãe Roberta Hertzel interpretada por Kathy Bates.

A película é realizada por Alexender Payne e escrito pelo mesmo e também por Jim Taylor. Em ambos os casos os objectivos são cumpridos. Sendo a realização de Payne bastante bela em espaços.

About Schmidt é um filme do qual o principal objectivo é deixar-nos a pensar sobre a vida. Se realmente a única coisa que queremos é um emprego bem remunerado e uma casa agradável, sem pelo meio aproveitarmos a vida poderemos todos acabar como Warren Schmidt, tristes e no fundo, sozinhos.


"Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn't matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all."

Avaliação - 8.0/10

domingo, 21 de março de 2010

Alien: Resurrection (1997)


E como seria de esperar o 4º capítulo desta saga é bastante inferior aos restantes três. Então comparando com Alien, está a milhas de distância.

Depois de em Alien 3, Ripley (Sigourney Weaver) ter acabado com o mal pela raiz, o que seria um bom final para a saga, os cientistas não desistem em tentar utilizar os seres alienígenas para experiências.

E embora tenham passado 200 anos desde a morte de Ripley, tentam produzir um clone desta heroína, que tenha dentro dele um dos pequenos bichinhos. E depois de várias tentativas falhadas alcançam o seu objectivo.


Como é óbvio, algo corre mal e os aliens conseguem escapar, prometendo espalhar o terror e matar tudo e todos os que estejam a bordo da nave.

Desta vez o realizador é Jean-Pierre Jeunet, o mesmo realizador de Le Fabuleux Destin D'Amelie Poulain, e mais uma vez tal como em Alien 3 não é pela realização que o filme falha.

A fita conta com uns claros melhoramentos nos efeitos especiais, que como é normal foram evoluindo de episódio a episódio.

Mas onde mais uma vez falha é no argumento que chega por momentos a ser risível. Ele fo escrito por Joss Whedon, uns dos argumentistas de Toy Story (mas que diferença de um para o outro!), e tem nele todo o tipo de clichés que seria de esperar, tendo também as habituais one-lines completamente desnecessárias.

Neste capítulo Sigourney Weaver teve que criar uma Ripley completamente diferente, e nota-se que ela deu tudo o que tinha para fazer com que o filme funcionasse, bem como o restante grupo de actores secundários, a destacar o sempre agradável de ver a actuar, Ron Perlman.

Para finalizar, Alien: Resurrection é a desnecessária sequela que mancha um pouco toda a saga, que é basnte boa especialmente nos dois primeiros filmes.


"You're a thing, a construct. They grew you in a fucking lab."

Avaliação - 5.0/10

sábado, 20 de março de 2010

Alien 3 (1992)


Neste terceiro capítulo da saga Alien, começamos onde o capítulo anterior nos deixou. Depois de Ellen Ripley (Sigourney Weaver) com a ajuda do andróide Bishop (Lance Henriksen), Hicks (Michael Biehn) e a pequena Newt (Danielle Edmond) conseguirem destruir o, suposto, último Alien, embarcam todos numa pequena nave a caminho da Terra. Mas afinal ainda deixaram escapar um pequeno verme, que conseguiu chegar a bordo da nave.

O alien provoca estragos na nave e ela cai num planeta distante da Terra, na queda todos os ocupantes morrem, menos Ripley que consegue sobreviver. Esse planeta é habitado por prisioneiros que cometeram os mais variados crimes e juraram nunca mais o fazer rendendo-se a Deus.

Mal Ripley se restabelece por completo, e sabe da morte dos seus amigos, ela, claro está, fica devastada, mas não tem muito tempo para chorar a morte deles, já que à medida que o tempo vai passando, os mortos vão se acumulando e ela pensa que todo o pesadelo pode voltar a acontecer.


Neste que foi o primeiro filme realizado por David Fincher, realizador aclamado de filmes como Fight Club e Se7en, ele que segundo o próprio deixou a produção do filme por interferência do estúdio, consegue um trabalho bastante competente, e não é por ele a razão que o filme falha em vários aspectos.

A fita contém um argumento bastante pobre, comparado com os seus antecessores, o que realmente faz com que a experiência não seja tão compensatória como em Alien e Aliens.

Os efeitos especiais são claramente superiores aos anteriores, o que também é normal e esperado, devido ao avanço da tecnologia. Notava-se que nos primeiros, especialmente em Alien, não se focava muito os seres devido, claro está, À falta de efeitos especiais, que pudessem disfarçar e criar mais real os Aliens.

Mais uma vez, Sigourney Weaver, brilha com uma performance bastante poderosa e carrega mais uma vez o filme às costas. No campo das interpretações secundárias, o realce vai claramente para Charles S. Dutton, como Dillon, o "chefe" dos prisioneiros. Ele é claramente a personagem mais complexa e mais interessante de seguir.

Embora, Alien 3 não esteja claramente aos mesmo nível dos anteriores capítulos da saga, continua a ser um filme agradável de seguir e que me pareceria uma boa maneira de acabar com a dita saga, infelizmente não foi assim.


"This thing is really pissed off!"

Avaliação - 6.5/10

sexta-feira, 19 de março de 2010

Trailer de Megamind

Megamind



A Paramount escolheu o filme que vai perder o Óscar de Melhor Filme de Animação para a Pixar e ele é Megamind e conta com as vozes de Brad Pitt, Will Ferrell, Tina Fey e Jonah Hill.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Aliens (1986)


Quando Ripley (Sigourney Weaver) é encontrada e resgatada, depois dos eventos ocorridos na nave mineira Nostromo, já se passaram 57 anos. Devido À hibernação a que se submeteu, Ripley continua jovem, tendo inclusivé a sua filha já falecido.

Depois da sua chegada, Ripley conta aos oficiais da nave tudo o que se passou e o porquê de ter explodido a Nostromo, uma nave tão dispendiosa, acabando por ser encarada com bastante desconfiança.

Ripley rapidamente descobre que o planeta onde tinham sido encontrados os aliens, está agora colonizado, o que faz com que ela fique preocupado com todos os que estão no planeta. Mas as coisas complicam-se quando durante dias ninguém consegue contactar com o planeta.

Assim sendo, é enviado uma equipa com militares para ver o que se passa por la, Ripley junta-se a eles já que caso os aliens realmente existam, ela é a única que já lidou com eles e saiu viva para contar.


Esta sequela do original Alien, realizado por Ridley Scott, desta vez tem James Cameron como realizador e argumentista. E logo desde início se nota uma diferença entre os dois filmes.

Neste, nota-se uma melhoria nos efeitos especiais, do qual James Cameron parece ser um especialista. Também se percebe claramente que o filme baseia-se mais na acção do que o seu antecessor.

A realização de Cameron é bastante eficaz, tendo em conta o conteúdo do filme em si, que chega à hora final onde é acção non-stop o que realmente é um marco difícil e bastante ilustrativo da fita.

Neste segundo capítulo da saga, nota-se uma Sigourney Weaver mais madura e bem mais importante para a história, sendo a nomeação para o Óscar de Melhr Actriz completamente merecido.

A fita conta ainda com boas prestações secundárias das quais saliento a de Lance Henriksen e Bill Paxton.

Embora, Aliens seja inferior ao seu antecessor Alien, não deixa de ser um bom filme cheio de acção e uma das poucas sequelas que verdadeiramente valeram a pena serem feitas.


"Get away from her, you bitch!"

Avaliação - 7.6/10

Trailer de Eat, Pray, Love

Eat, Pray, Love



O filme conta com as interpretações de Julia Roberts, James Franco, Javier Bardem e Billy Cudrup.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Alien (1979)


Neste filme de Ridley Scott, somos transportados para um futuro ainda longínquo, onde uma nave espacial, utilizada para exploração mineira, está de regresso à Terra, quando toda a tripulação é acordada para acudir a um suposto SOS lançado por um planeta não muito distante de onde se encontram.

Quando lá aterram, uma equipa é enviado para explorar o terreno e ver do que se trata o SOS, e encontram uma nave diferente de todas as naves que já tinham visto. Quando lá entram, Kane (John Hurt) é atacado por um ser alienígena que lhe fica colado à cara.

Não sendo possível a sua remoção, Kane é deixado na enfermaria, até que passado pouco tempo o ser descola-se da cara dele deixando Kane aparentemente bem. Mas esse não era o caso já que Kane viria a morrer durante um jantar com toda a tripulação, já que um outro alien, tinha nascido dentro de si. Esse mesmo alien, foge da tripulação e promete espalhar o terror pela nave.


Neste que é, se não estou em erro, o primeiro filme de terror no espaço, Ridley Scott está magnífico, com um trabalho de realização fantástica, onde podemos sentir o medo e o suspense vivido por casa personagem.

Os efeitos especiais são bastante bons para a altura e foram com certeza inovadores e servido de base para filmes que vieram a seguir.

O elenco é bastante bom, com especial destaque claro está para Sigourney Weaver e também para Ian Holm, que acabam por ser os dois actores com mais destaque no filme.

O filme acaba por ter um ou outro problema, sendo talvez o mais importante o facto de não ter uma montagem bem conseguida. Em certas alturas as cenas pareciam cortadas demasiado cedo, não deixando a trama, em algumas alturas, fluir correctamente.

Mas mesmo assim, Alien é um filme absolutamente imperdível, que marcou, não só uma década, mas toda a história do cinema, como uma das obras mais ambiciosas e originais alguma vez criada.


In Space no one can hear you scream

Avaliação - 8.3/10

terça-feira, 16 de março de 2010

Good Bye Lenin! (2003)


Estamos em 1989 e estamos a poucos dias da queda do muro de Berlim. O muro que dividia as duas Alemanhas, uma capitalista, a Ocidental (RFA) e a comunista, a Oriental.

Na Alemanha Oriental há motins contra o regime, num desses motins está Alex (Daniel Bruhl). A sua mãe, Christiane (Katrin Sass), uma comunista fervorosa, que está de passagem, ao ver Alex a ser preso pela polícia, pela participação nos motins, tem um ataque e fica em coma por oito meses.

Passados os oito meses de coma, Christiane acorda ainda num estado bastante delicado e qualquer coisa que a possa abalar pode provocar novo ataque e este poderá ser fatal. Por isso Alex nunca poderá dizer a sua mãe que o mundo que ela acreditava, já não existia.

Assim sendo, Alex irá fazer de tudo para que a mãe não descubra que a Alemanha se reunificou, criando um mundo à parte onde o muro ainda divide os dois países e o comunismo ainda impera na Alemanha Oriental.


O argumento em Good Bye Lenin! é bastante original, sendo o filme não só sobre Alex tentar esconder a mãe a verdade sobre o fim do regime comunista no país, mas também uma crítica tanto ao comnismo em si, como também ao regime capitalista. Alex cedo conhece os podres de ambos os regimes.

E esse será, de facto, o ponto forte do filme, fazendo essa crítica não com um desenvolvimente enfadonho mas engraçado e leve.

As acutações são também elas bastante boas, com particular destaque para Daniel Bruhl, que dá uma excelente prestação como Alex.

De Good Bye Lenin! pode-se esperar de tudo um pouco, sendo a comédia inteligente e a própria narrativa da história o melhor aspecto do filme, o qual eu recomendo plenamente.


Avaliação - 8.3/10

segunda-feira, 15 de março de 2010

El Orfanato (2007)


Não sou um apreciador do género de terror, pelo menos dos filmes que têm aparecido desse género. Mas de vez em quando surge um filme de terror que vale a pena ver, e El Orfanato é, sem dúvida, um deles.

O filme começa com Laura (Belen Rueda), que regressa à casa, que outrora foi um orfanato, onde viveu no início da sua vida, e agora que o orfanato já não existe, ela resolve morar lá com o marido e o seu filho. O desejo de Laura é transformar aquela casa num lugar onde crianças com algum tipo de deficiência possam ser ajudadas.

Sendo um filme de terror, é de suspeitar que a casa tem algo de sinistro a viver nela, e à medida que a história avança vai-se compreendendo o que realmente está a acontecer na casa e que poderá mudar a vida de Laura e da sua família para sempre.

A fita é realizada por Juan Antonio Bayona e é produzido por Guillermo Del Toro, e só por aí já se vê que o filme muito certamente irá ter um grande grau de qualidade.


Bayona conseguiu realizar uma fantástica história sem recorrer aos habituais números de gore, no qual se baseiam os filmes de terror dos últimos tempos. E para além de conseguir em várias situações assustar bastante a audiência, consegue também criar uma história onde o drama também impera e no qual nos conseguimos preocupar com todas as personagens.

O argumento está também ele a um nível acima dos demais dentro do seu género, mas continua a conter algumas falhas, mas estas são, nalguns casos, facilmente escondidas pela realização de Bayona, que roça a perfeição.

Nas interpretações, salta claramente à vista a prestação de Rueda que dá um desempenho fantástico como Laura. Os restantes actores cumprem bastante bem no seu papel, mas nenhum deles chega perto à performance de Rueda.

No fundo, El Orfanato é mais uma prova que o cinema europeu está vivo e recomenda-se, bem como o género de terror.

Avaliação - 8.2/10

domingo, 14 de março de 2010

Charlie and the Chocolate Factory (2005)


A fábrica de chocolates de Willy Wonka (Johnny Depp), que tinha estado fechado para o público por 15 anos, vai ser reaberta, mas para apenas 5 sortudos que encontrem no interior das barras de chocolates um dos 5 Golden Tickets.

Um desses sortudos é Charlie Bucket (Freddie Highmore), que convida o seu avô Joe (David Kelly), um antigo trabalhador da fábrica de Wonka, para o acompanhar na sua visita à fábrica.

Embora não seja um realizador de obras-primas, Tim Burton consegue fazer filmes com um grau de qualidade elevadíssimo. E embora este continue a ser um bom filme de Burton, é capaz de ser o pior do realizador, ou o menos bom para ser mais exacto. (Sem contar contigo Planeta dos Macacos!)

A fantasia continua lá toda, embora me pareça por vezes um pouco exagerada, e daí seja por isso, o filme mais infantil de Tim Burton e também por isso um dos que menos apreciei.


Nas interpretações o destaque vai claro está, para um dos grandes actores em actividade, Johnny Depp. Ele prova mais uma vez que consegue fazer de tudo, só é pena que não lhe tenha sido dado muito para fazer, claramente vê-se que o filme ganhava se Wonka tivesse tido mais tempo de antena.

Freddie Highmore, cumpre no seu papel, juntamente com um elenco que conta com os nomes de Helena Bonham Carter e a pequena prestação de Cristopher Lee.

Charlie and the Chocolate Factory é um filme para toda a família desde a mais pequena criança, até ao mais velho adulto e que promete entreter todos que o vejam.


"In the end, Charlie Bucket won a chocolate factory. But Willy Wonka had something even better, a family. And one thing was absolutely certain - life had never been sweeter."

Avaliação - 6.8/10

sexta-feira, 12 de março de 2010

Trailer de Shrek Forever After

Shrek Forever After



A nova sequela de Shrek continua a contar com as vozes de Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz e Antonio Banderas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

An Education (2009)


Estamos no ano de 1961, e uma jovem de apenas de 16 anos dos arredores de Londres, é seduzida por um homem mais velho, que a leva a conhecer mundos com os quais ela só poderia sonhar.

Ela é Jenny (Carey Mulligan) e está cansada de só estudar, apenas para agradar ao seu pai Jack (Alfred Molina) de ir para Oxford tirar um curso. Jenny apenas quer um pouco de diversão na sua vida e com o aparecimeno de David (Peter Sarsgaard) ela é facilmente introduzida no mundo que tanto deseja.

As interpretações são o melhor do filme. Carey Mulligan no seu primeiro grande papel, prova ser uma excelente actriz, da qual iremos ouvir falar muito no futuro. Ela traz uma graciosidade ao papel que lhe assenta de maneira perfeita, sendo para mim de todas as actuações femininas que vi de 2009, pareceu-me ser a melhor. A actriz tem já sido comparada a Audrey Hepburn, veremos se consegue viver com as expectativas.


Peter Saarsgard, como David, não brilha mas cumpre bastante bem o seu papel de playboy. Nota-se desde início que todo aquele charme pode ser uma fachada, e isso é responsabilidade de Saarsgard.

Mas as excelentes actuações não acabam aqui, Alfred Molina dá uma excelente performance como pai de Jenny. Julguei que fosse uma certeza para nomeação para os Óscares mas assim não foi.

Mas a fita, não se baseia só nas actuações, conta também com um argumento bastante acima da média escrito por Nick Hornby, o mesmo argumentista de High Fidelity do qual a nomeação para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado foi bastante merecida.

Resta dizer, que o filme é baseado no livro que conta a vida de Lynn Barber, ela que se viu envolvida com um trintão, quando tinha 16 anos, pelo ano de 1961.


"Knowing a famous author is better than becoming one. It shows you're connected."

Avaliação - 7.9/10

quarta-feira, 10 de março de 2010

Trailers de Repo Men, Tron Legacy, Iron Man 2, The Runaways e Legend of the Guardians

Repo Men



O filme conta com as participações de Jude Law, Forest Witaker, Liev Schreiber e Alice Braga.

Tron Legacy



Nesta sequela do original de 1982 participam Jeff Bridges, Olivia Wilde e Garrett Hedlund.

Iron Man 2



Outra sequela desta vez sobre o super-herói Iron Man, conta com participações de Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Scarlett Johansson, Mickey Rourke, Sam Rockwell, Samuel L. Jackson e Don Cheadle.

The Runaways



A fita conta com as performances de Kristen Stewart e Dakota Fanning nos principais papéis.

Legend of the Guardians



O novo filme de Zack Snyder, conta com as vozes de Emilie de Ravin, Helen Mirren, Hugo Weaving e Geoffrey Rush.

terça-feira, 9 de março de 2010

Fargo (1996)


O filme, que se diz baseado em factos verídicos, passa-se em 1987 no Minnesota e conta a história de um vendedor de carros chamado Jerry Lundegaar (William H. Macy) que precisa de dinheiro o mais rápido possível, para poder investir num novo negócio, para assim evitar a falência.

Dado que a única pessoa rica que ele conhece, que lhe podia arranjar o dinheiro é o seu sogro (Harve Presnell), e este não lho dá, ele arranja um esquema para raptar a sua esposa (Kristen Rudrud), contratando dois larápios, Showalter e Grimsrud (Steve Buscemi e Peter Stormare). Mais tarde iria dar uma certa quantia do resgate que o sogro pagaria aos raptores e ficar com o resto para o tal negócio. Tudo parecia simples até que tudo dá errado, o que leva a que os cadáveres se comecem a acumular o que faz com a chefe de polícia Marge Gunderson (Frances McDormand) se ponha em perseguição dos criminosos.

Os irmãos Coen trazem-nos mais um excelente filme, que embora não seja o melhor filme deles é uma excelente fita e um dos mais aclamados dos Coen.


O seu argumento é hilariante e cheio de twists que realmente ajudam no desenvolvimento da história. Foi totalmente merecido o Óscar que recebeu para Melhor Argumento Original. O filme acabou por receber ainda mais 6 nomeações para os Óscares de 1997, acabando por vencer apenas ainda mais uma categoria, a de Melhor Actriz Secundária, para Frances McDormand pelo seu excelente desempenho como Marge Gunderson.

Mas não é só Frances McDormand que brilha, mas sim todo um elenco composto por actores bastante subvalorizados por Hollywood. William H. Macy esteve perfeito no papel de um homem desesperado que está disposto a arriscar tudo num plano que tem tudo para dar errado. E mais uma vez, Steve Buscemi é genial, como um dos desajeitados raptores.

Como sempre os Coen fizeram um excelente trabalho na realização, onde fizeram um excelente uso das paisagens que percorrem sempre de forma única o filme.

Mais uma vez os Coen provam serem bastante dinâmicos e no fundo geniais.


"Oh, fuck it, I don't have to talk, either, man! See how you like it. Just total fuckin' silence. Two can play at that game, smart guy. We'll just see how you like it. Total silence."

Avaliação - 8.0/10

segunda-feira, 8 de março de 2010

The Office (UK)


Acabei à uns dias de rever esta fantástica série britânica e é sem dúvida uma das melhores séries que já vi.

A série é um falso documentário que conta como é o trabalho duma empresa que trabalha com papel. O chefe é David Brent (Ricky Gervais), ele tenta ser o mais brincalhão possível com todos em vez de ser um patrão responsável, o que muitas vezes leva a situações embaraçosas e por isso hilariantes.

Mas todos eles são assim, todos eles à sua medida são patéticos, nomeadamente Gareth (Mackenzie Crook) que é o numero dois de Brent.

Toda a série se resume muito às patetices de muitas personagens, especialmente as já mencionadas. E também à relação entre Dawn (Lucy Davis) e Tim (Martin Freeman), que parecem ser bastante amigos mas parecem querer sempre algo mais.


Infelizmente esta descrição não consegue fazer a mínima justiça à série, que possui um humor inteligente fantástico e com prestações bastante interessantes por parte de todos os envolvidos.

Na primeira temporada, apresentam-se as personagens e dá-se início à trama que a segunda temporada continua, sendo apenas nos dois episódios de especial de Natal que se chega finalmente a um final. Final esse bastante interessante.

É, sem dúvida, uma série bastante interessante e a qual eu recomendo a todos os que gostam de apreciar bum humor britânico.


"Oggie! Oggie! Oggie! Oink! Oink! Oink!"

Avaliação - 9/10

Análise aos Óscares de 2010

Depois de mais uma cerimónia, houve algumas surpresas, mas a maior parte eram já esperados.

No Óscar de Melhor Filme, o prémio era já esperado que fosse para The Hurt Locker de Kathryn Bigelow, e aí não houve qualquer surpresa. O poder de Avatar não chegou para convencer a maior parte dos votantes. O meu preferido Inglourious Basterds não conseguiu chegar lá.

Para MelhorRealizador, também sem surpresas, o prémio foi para Kathryn Bigelow e diga-se foi perfeitamente merecido.

Para Melhor Actor, mais uma vez não houve surpresas e Jeff Bridges foi o vencedor. Ainda não vi o filme mas irei fazê-lo num futuro próximo.

Sandra Bullock, venceu o prémio para Melhor Actriz, sem surpresas também. Embora das prestações que vi a minha preferência recaia para Carey Mulligan que é uma actriz a ter em conta no futuro.

No prémio de Melhor Actor Secundário o prémio foi para Cristoph Waltz, sem qualquer surpresa. E bastante justo, claro.

Como Melhor Actriz Secundária, também não houve surpresas, o prémio foi para Mo'Nique, pela sua prestação em Precious.

No que diz respeito aos argumentos, o Óscar de Melhor Argumento Original foi para o já esperado Mark Boal por The Hurt Locker. Este embora fosse muito esperado, é a injustiça da noite. O argumento de Mark Boal é bom mas não supera o de Quentin Tarantino por Inglourious Basterds nem o supera o argumento de Up por exemplo.

Para Melhor Argumento Adaptado o vencedor foi Geoffrey Fletcher por Precious, e esta foi a surpresa da noite. Toda a gente esperava que o prémio fosse para os argumentistas de Up in the Air, mas por alguma razão os membros da Academia não quiseram homenagear este filme, que acabou por sair sem qualquer Óscar.

Outra das surpresas foi para o Óscar de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, que se esperava que fosse para Das Weisse Band ou para Un Prophete, mas acabou por ir para El Secreto des Sus Ojos. Esta é uma das categorias mais dificil de prever, relembrando que no passado filmes aclamados e favoritos acabaram por não vencer o Óscar. Filmes como Cidade de Deus, El Laberinto del Fauno, etc.

Para Melhor Filme de Animaçãoganhou o já esperado Up, e foi sem dúvida um prémio muito merecido, embora Fantastic Mr. Fox fosse também um candidato à altura.

O Óscar de Melhor Banda Sonorafoi também para Up, também este prémio bastante merecido. A banda sonora de Michael Giacchino é belíssima.

Nas categorias mais técnicas, The Hurt Locker foi justo vencedor na categoria de Montagem, mas os prémios de Melhor Edição de Som e Mistura de Som parecem-me injustos já que deviam ter ido para Avatar. Os prémios de Melhor Fotografia, Efeitos Especiais e Direcção Artística foram justamente para Avatar, e estes foram os únicos prémios de filme mais rentável de sempre.

Em relação à cerimónia em si, foi divertida mas não se compara à edição do ano passado conduzida por Hugh Jackman. No fundo, daqui a uns tempos ninguém se irá lembrar desta cerimónia, ao contrário da edição de 2009.

Vencedores dos Óscares 2010

Sem mais demoras, e depois de uma emissão de quase 4 horas, que contou com algumas surpresas, deixo aqui os vencedores dos prémios da Academia.

Melhor Filme

The Hurt Locker

Melhor Realizador

Kathryn Bigelow por The Hurt Locker

Melhor Actor

Jeff Bridges por Crazy Heart

Melhor Actriz

Sandra Bullock por The Blind Side

Melhor Actor Secundário

Cristoph Waltz por Inglourious Basterds

Melhor Actriz Secundária

Mo'Nique por Precious

Melhor Argumento Original

Mark Boal por The Hurt Locker

Melhor Argumento Adaptado

Geoffrey Fletcher por Precious

Melhor Filme Falado em Lingua Não Inglesa

El Secreto de Sus Ojos

Melhor Filme de Animação

Up

Melhor Banda-Sonora

Michael Giacchino por Up

Melhor Canção Original

Ryan Bingham e T-Bone Burnett por The Weary Kind em Crazy Heart

Melhor Montagem

The Hurt Locker

Melhor Fotografia

Avatar

Melhor Edição de Som

The Hurt Locker

Melhor Mistura de Som

The Hurt Locker

Melhores Efeitos Especiais

Avatar

Melhor Direcção Artística

Avatar

Melhor Guarda-Roupa

The Young Victoria

Melhor Maquilhagem

Star Trek

Melhor Curta-Metragem

The New Tenants

Melhor Curta-Metragem Animada

Logorama

Melhor Documentário

The Cove

Melhor Documentário em Curta-Metragem

Music by Prudence

Amanhã irei fazer uma análise mais detalhada às principais categorias e falar um pouco das surpresas desta 82º Cerimónia dos Óscares da Academia.

sábado, 6 de março de 2010

Previsão para os Óscares 2010

Amanhã é a cerimónia de entrega dos Óscares, que premeia quem foram os melhores do ano de 2009 para a indústria de Hollywood. E então irei dar as minhas previsões sobre quem acho que vai ganhar e quem são para mim de facto os melhores nas principais categorias.

Comecemos então:

Melhor Filme:

Vencedor: The Hurt Locker
Runner-Up: Avatar e Inglourious Basterds
Minha Preferência: Inglourious Basterds

The Hurt Locker é o principal favorito à vitória já que ganhou quase tudo o que havia para ganhar nas cerimónias anteriores, mas não ficaria surpreendido se a vitória fosse para o mais recente de James Cameron, Avatar, que tem sido um grande sucesso de bilheteira, conseguindo já mais de 2.5 mil millhões de dólares em todo o mundo. Inglourious Basterds embora não tenha ganho nada de muito considerável pode ainda vir a ter uma palavra a dizer, principalmente com o novo método de votação.

Melhor Actor Principal

Vencedor: Jeff Bridges
Runner-Up: Colin Firth e Jeremy Renner
Minha Preferência: Jeff Bridges

Aqui é me complicado dizer quem deveria ganhar, já que não vi todos dos nomeados, inclusivé não vi o trabalho de Bridges em Crazy Heart, filme pelo qual está nomeado, mas tenho de dar ao "Dude" a minha preferência por toda uma carreira bastante sobrevalorizado pela a Academia.

Melhor Actriz Principal

Vencedora: Sandra Bullock
Runner-Up: Meryl Streep

Aqui não tenho siceramente preferência, embora as duas tenham feito um bom trabalho nos seus papéis, não achei nenhuma delas brilhante. E embora não tenha ainda visto o Precious, penso que o trabalho mais difícil das cinco nomeadas seria mesmo o de Gabourey Sidibe, mas não posso dizer muito mais porque não vi o filme.

Melhor Actor Secundário

Vencedor: Cristoph Waltz
Runner-Up: Não há.
Minha Preferência: Cristoph Waltz

Aqui não há dúvida que Waltz irá ser o vencedor. É uma certeza.

Melhor Actriz Secundária

Vencedor: Mo'Nique
Runner-Up: Anna Kendrick
Minha Preferência: Anna Kendrick

Aqui devo dizer que, como não vi a prestação de Mo'Nique, a que gostei mais das outras todas foi a de Kendrick, mas aqui está tudo decidido Mo'Nique irá levar o Óscar para casa.

Melhor Ralizador

Vencedor: Kathryn Bigelow
Runner-Up: James Cameron
Minha Preferência: Kathryn Bigelow

Aqui penso que Bigelow é uma certeza como vencedora. Por várias razões, para além de ter feito o melhor trabalho, a Academia não irá perder a chance de premiar uma mulher, algo que nunca aconteceu nesta categoria, como vencedora. Contudo, James Cameron é também uma hipótese bastante forte para ganhar esta categoria.

Melhor Argumento Original

Vencedor: Mark Boal por The Hurt Locker
Runner-Up: Quentin Tarantino por Inglourious Basterds
Minha Preferência: Quentin Tarantino por Inglourious Basterds

Este vai ser para mim o prémio mais injusto da noite. Não que o argumento de Mark Boal seja mau, mas penso não ser muito bom também, ao contrário do argumento de Tarantino que é genial. A ver se me engano nesta.

Melhor Argumento Adaptado

Vencedor: Jason Reitman por Up in the Air
Runner-Up: Neill Blomkamp e Terri Tatchell por District 9
Minha Preferência: Neill Blomkamp e Terri Tatchell por District 9

Aqui é quase uma certeza a vitória dos argumentistas de Up in the Air, já que também não deverão ganhar qualquer galardão e será assim uma maneira de homenagear o filme.

E pronto aqui estão as minhas previsões, amanhã vejo quantas errei :)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Kill Bill: Vol. II (2004)


Depois de no primeiro capítulo, "A Noiva" (Uma Thurman) se ter livrado de O-Ren Ishii e Vernita Green, apenas lhe restam mais dois nomes até chegar a Bill (David Carradine). São eles Elle Driver (Darryl Hannah) e Bud (Michael Madsen).

Em Kill Bill: Vol. II, Tarantino diz-nos o nome da personagem principal Beatrix Kiddo, e para além de mostrar Kiddo na sua cruzada para vingar quem ela pensa que matou a sua filha, mostra-nos alguns flashbacks do treino dela para se treinar uma especialista nas artes marciais.

Aqui nota-se uma diferença de ritmo considerável em relação ao primeiro capítulo, que tem bem mais acção e mais gore. Aqui existe mais diálogo à Tarantino, mas mesmo assim a acção e o gore ainda lá estão, e a batalha final vai ficar na história como um dos grandes duelos da história do cinema.


Nota-se também uma diferença na banda-sonora, que não é tão poderosa como no primeiro capítulo desta saga, mas que continua a fazer um trabalho bastante eficaz no acompanhamento da história.

Embora seja uma obra um pouco inferior ao primeiro capítulo da saga Kill Bill, este Vol. II continua a ser um bom filme, e a saga fica na história da década transacta como uma das mais originais dos últimos tempos.


"You and I have unfinished business."

Avaliação - 8.1/10

quinta-feira, 4 de março de 2010

Kill Bill: Vol. I (2003)


Kill Bill volta a juntar Quentin Tarantino com Uma Thurman, que ainda era uma novata na altura em que foi escolhida para entrar em Pulp Fiction.

Neste primeiro volume, Tarantino apresenta-nos uma mulher da qual não sabemos o nome. Sempre que o seu nome é pronunciado ouve-se um apito que não deixa perceber o nome. Ela acaba por ficar conhecida como "A Noiva" (Uma Thurman), por razões que irei explicar mais à frente.

A Noiva travalhava como assassina para Bill (David Carradine) e com um grupo de mais 4 assassinos, e dentro desse grupo é conhecido como "Black Mamba". Mas depois de descobrir que está grávida ela resolve abandonar o grupo, sem dizer nada a Bill, e começar uma vida nova noutra cidade. Ela conhece um homem e os dois acabam por decididr casar. Mas Bill acaba por descobrir da "exagerar" na sua reacção e mata todos os que estão na igreja, incluindo "A Noiva". Ou pelo menos ele assim o pensava.


Mas ela não morreu, estava em coma, passados 4 anos dos eventos na igreja, ela volta a acordar decidida a vingar a morte dos que estavam na igreja e principalmente por terem morto o filho que estava no seu ventre. Então ela faz uma autêntica caça ao grupo que quase a matou, tendo como último nome na lista Bill.

Neste filme é clara a homenagem que Tarantino faz a géneros de filmes como os filmes da samurais Japoneses e filmes de artas marciais Chineses, bem como ao Anime. Sendo essa uma das melhores cenas do filme, quando Tarantino explica como O-Ren Ishii (Lucy Liu) se acabou por tornar uma assassina, sendo ela toda feita ao estilo tradicional do Anime.

E mais uma vez Tarantino faz um excelente trabalho na realização, sendo o culminar a fantástica sequência num género de restaurante, que foi filmado de maneira extraodinária. Outra das grandes cenas do filme é sem dúvida o confronto final de "A Noiva" com Ishii que foi filmado de forma belíssima.


A banda-sonora da fita é também ela muito boa, com especial destaque para a primeira música, que começa a tocar quando "A Noiva" está no chão da igreja prestes a levar o que seria o último tiro por Bill. A música e de Nancy Sinatra e chama-se Bang Bang (My Baby Shot me Down), mais apropriado é impossível.

A prestação de Uma Thurman é irrepreensível e é facilmente o melhor papel da sua carreira. Pouco mais há a dizer acerca das actuações já que basicamente é ela que carrega o filme de início ao fim.

Kill Bill tem um pouco de tudo, mas o que realmente o filme tem é sangue e muita acção. Logo desde aí vê-se que o filme não é para qualquer um. Mas é sem dúvida um excelente filme para quem o saiba apreciar.


"Revenge is a dish best served cold"

Avaliação - 8.9/10

Avatar (2009)


O filme mais esperado de 2009 era Avatar. Já se falava imenso nele desde o começo do ano, logo a expectativa era grande. À medida que o tempo ia passando, James Cameron ia mostrando o filme a alguns sortudos e todos os que puderam ver o filme (ou parte dele), só falavam de como o filme era genial e que nunca se tinha visto nada assim.

E realmente o filme é assim, nunca se tinha visto nada assim. É sem qualquer dúvidas o filme visualmente mais apelativo alguma vez feito e só por isso já é um filme que vale a pena ver. E embora o argumento não seja nada de grandioso, penso que o filme continua a ser grandioso, já que é um melhor Blockbuster desde há uns tempos (talvez desde sempre).

Avatar manda-nos numa viagem ao futuro para o ano de 2154 e tem lugar em Pandora que fica à anos-luz da nossa Terra. A razão para os humanos estarem a ir para lá é Unobtainium, um mineral que irá resolver os problemas de energia da Terra.


Mas os nativos, os Na'vi, não querem que os humanos continuem com as suas escavações, nem com a destruição da Natureza, porque eles acreditam que estão todos interligados, e todos as árvores são preciosas e têm uma alma que não pode ser morta.

Os humanos não tendo como respirar em Pandora, criam o programa Pandora, que liga a mente de um humano com um corpo biologicamente concebido de um Na'vi, fazendo assim com que os humanos possam andar livremente por Pandora.

Um desses humanos é Jake Sully (Sam Worthington), que consegue ganhar a confiança de Neytiri (Zoe Saldana), uma Na'vi do sexo feminino. Sully, agora que ganhou a confiança de Neytiri e indo aos poucos ganhar a confiança de todo o clã, transmite irformações vitais aos seus superiores, para que eles saibam a melhor maneira de tirar o Unobtainium onde ele abunda. Como seria de esperar Sully acaba por se apaixonar por Neytiri e a sua paixão será posta a prova, no que o momento mais cliché de todo o filme, e o motivo para qual o argumento não seja extraordinário, mas parece-me ser algo bastante normal no desenvolver da história.


As prestações tendo em conta o filme são bastante agradáveis, tendo claramente em foco Zoe Saldana, que é a que consegue transparecer melhor a profundidade da personagem, contando que não é ela que conseguimos ver no ecrã mas o seu corpo como Na'vi. O próprio Sam Worthington não desilude e parece uma boa escolha para papel de protagonista. O filme conta ainda com boas prestações secundárias, com particular destaque para Sigourney Weaver como Grace, uma cientista que comanda o programa Avatar e o sempre agradável Giovanni Ribisi, como Selfridge, a pessoa que está no comando da missão de extracção do mineral de Pandora, e que o poderá fazer a qualquer custo.

Como já pude dizer, o argumento de Avatar não é definitivamente o melhor de toda a película, onde contém bastante clichés, mas penso se as pessoas virem o filme como ele é, um blockbuster que entretém bastante, a sua vizualização não sairá prejudicada pelo argumento.

A realização de James Cameron é também ela bastante boa, não a melhor do ano mas andará lá perto. Ele é ainda alguém que consegue atrair o grande público a ir ver as suas obras, e como li algures num site na Internet, acredito que Cameron pode fazer um filme sobre o jogo Jenga e o filme ser um êxito de bilheteira e ainda ser de algum modo uma experiência bastante agradável.


Como já tive a oportunidade de ver o filme tanto em 3D, como nas habituais 2 dimensões, é seguro dizer que o filme ve-se bem melhor em 3D, também pelo facto de a terceira dimensão ajudar realmente à acção do filme e não ser apenas uma ferramenta para atirar coisas à cara do espectador. Mas mesmo assim em 2D a experiência é bastante boa.

É seguro dizer que Avatar ficará na história do cinema, já que é o filme mais rentável de sempre, rendendo até agora uma extraordinária soma de 2.5 mil milhões de dólares em todo o mundo e embora tenha os seus defeitos, continua a ser uma experiência visual, que não sei quando poderá ser repetida.

A fita conseguiu figurar numa excelente posição no meu top de melhores filmes de 2009 e ainda aparece no meu top de melhores filmes de toda a década passada.


"They're pissing on us and not even giving us the courtesy of calling it rain."

Avaliação - 2D: 8.2/10 3D: 8.7/10

quarta-feira, 3 de março de 2010

Psycho (1960)


O filme conta a história de Marion Crane (Janet Leigh), que depois de o seu patrão lhe ter confiado 40 mil dólares para ela pôr no banco, ela resolve aproveitar aquela elevada quantia para conseguir construir uma vida nova com o homem que ama, Sam (John Gavin).

Sam vive na California e Marion, que vive em Phoenix, resolve ir para lá com o seu carro, mas depois de um polícia, que achou estranho o seu comportamento quando lhe pediu os documentos, resolve segui-la por um bocado. Marion deixa então a auto-estrada e já com a noite densa encontra o motel dos Bates. O motel tem 12 quartos e estão sempre vazios. Já ninguém lá passa por causa da auto-estrada nova.
Quem controla o motel é um jovem chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que aparenta ser um pouco estranho e parece ser controlado pela sua mãe, que vive na mansão ao lado do motel.


A fita é um marco do cinema, e do seu género em particular. Tudo nele é suspense, mas nele Hitchcock conseguiu ainda meter bastante mistério e ainda algum terror.

As prestações são bastante boas, mas o destaque vai sem dúvida para Anthony Perkins que faz um trabalho excepcional como Norman Bates, que foi injustamente esquecido na corrida aos Óscares.

Uma das mulheres coisas do filme é a banda-sonora, que se conjuga de maneira brilhante com o filme e ajuda a criar o ambiente de suspense que prolonga desde o início até ao filme da fita.

Em Psycho, Hitchcock dá ao cinema um dos seus melhores filmes e mostra o mundo o que é o verdadeiro terror e a cena do chiveiro vai ficar para história do cinema, como a mais famosa cena de todos os tempos.



"She just goes a little mad sometimes. We all go a little mad sometimes."

Avaliação - 8.3/10

Produtor de The Hurt Locker é proibido de ir à cerimónia dos Óscares


Um dos produtores do principal candidato à vitória nos Óscares foi banido da cerimónia do próximo Domingo.

Tudo porque Nicolas Chartier, mandou um e-mail a alguns dos votantes, no qual dizia expressamente para não votarem em Avatar e votarem no seu filme, The Hurt Locker. E como é óbvio, Chartier não o poderia fazer, pondo até em causa o facto de The Hurt Locker sair da corrida para Melhor Filme.

Mas a Academia foi mais branda com o produtor, proibindo-o apenas de presenciar a cerimónia, e caso o filme ganhe o Óscar, Chartier irá receber o Óscar depois de dia 7, não na cerimónia.

terça-feira, 2 de março de 2010

The Untouchables (1987)


A fita trata de uma das eras mais conturbadas da história da América. Uma altura em que o crime reinava e Al Capone era o maior de todos.

Estamos nos finais dos anos 20 e início dos anos 30, e em plena lei de proibição, que não permitia aos Americanos beber qualquer bebida alcoólica, e Eliot Ness (Kevin Costner) é designado para apanhar o rei do crime, Al Capone (Robert DeNiro). Quando se aperecebe que a própria polícia não é de confiança, Ness forma então uma inidade de investigação muito pequena, apenas com homens de confiança. São eles Jimmy Malone (Sean Connery), George Stone (Andy Garcia) e Oscar Wallace (Charles Martin Smith).

Embora faça uma boa caracterização da América dos anos 20 e possua algumas cenas bastante interessantes, como por exemplo a da explosão inicial, o filme não consegue viver com as expectativas criadas nele, é não é um grande filme por lhe faltar duas coisas muito importantes. A realização não é muito boa e o argumento também não.


E mesmo as prestações dos actores não são as melhores, e não se pode falar de um mau elenco, que conta com nomes sonantes como Sean Connery, Robert DeNiro, Andy Garcia e Kevin Costner. A prestação de Andy Garcia é normal, também não teve muito por onde pegar. A de Costner não me parece nada boa, já que ele também não me parece ser grande actor. Os únicos que se salvam são mesmo Sean Connery e DeNiro. Fiquei bastante agradado quando fui ver que Connery tinha vencido o Óscar para melhor Actor Secundário esse ano.

Depois de ver este filme, que não é um mau filme é sim apenas razoável, pôs-me a pensar se DePalma é de facto um bom realizador ou não e se Scarface foi apenas um acaso na longa carreira do realizador. Ainda não cheguei a uma conclusão.


"I want you to get this fuck where he breathes! I want you to find this nancy-boy Eliot Ness, I want him DEAD! I want his family DEAD! I want his house burned to the GROUND! I wanna go there in the middle of the night and I wanna PISS ON HIS ASHES!"

Avaliação - 6.5/10

segunda-feira, 1 de março de 2010

My Left Foot (1989)


O filme conta a história de Christy Brown (Daniel Day-Lewis), que nasceu com uma paralisia cerebral e devido a isso, apenas consegue mexer uma parte do seu corpo, o seu pé esquerdo. Com todos estes problemas, todos pensavam que Christy seria para sempre diferente de todos os restantes. Até que um dia ele pega um pedaço de giz com o seu pé esquerdo e começa a escrever, todos ficaram estupefactos com Christy, menos a sua mãe que sempre acreditou nele.

Christy depois cresceu e tornou-se um pintor e escritor, e fez tudo com o seu pé esquerdo.

Esta é uma das mais inspiradoras histórias traduzidas para o cinema, e contou com uma das melhores interpretações que tive oportunidade de ver. Daniel Day-Lewis esteve absolutamente fantástico no seu papel,e é ele que carrega o filme às costas. Ele e o actor que faz de Christy Brown quando era criança, Hugh O'Conor, que conseguiu também ele dar uma excelente prestação como Christy Brown.


Mas para além destes prestações, e embora o filme seja uma história que procura, sem dúvida, inspirar as pessoas, já que se Christy Brown conseguiu atingir tudo o que atingiu apenas com o seu pé esquerdo, então todos nós podemo-lo fazer também, em termos de realização e de argumento o filme fica bastante aquém do que poderia ser.

Mas para ver uma das melhores interpretações de que há memória, recomendo sem dúvido o filme.

Resta dizer, que a película é baseada no livro da autoria do próprio Christy Brown, onde contou as memórias da sua vida.


"All is nothing, therefore nothing must end."

Avaliação - 7.2/10