quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

It's Complicated (2009)


A história centra-se em Jane (Meryl Streep), uma mãe divorciada que possui uma pastelaria que pelos sinais de riqueza que ela aparenta, deve fazer imenso sucesso. Ela sempre manteve uma relativa boa relação com o seu ex-marido Jake (Alec Baldwin), mas ela não estaria há espera que depois de se terem encontrado num bar de um hotel, e tendo bebido mais do que devia, que eles começassem a ter um caso romântico. O que torna ainda mais complicada a vida de Jane é que entretanto ela conhece um simpático arquitecto, Adam (Steve Martin) e ele mostra-se desde logo bastante interessado nela.

Nancy Meyers, a realizadora e argumentista da obra traz-nos mais uma excelente comédia romântica, desta vez focada num tema não muito comum, que é o amor depois dos 40 (talvez 50). E desde aí o argumento prova ser bastante bom, e embora seja em partes prevísivel, prova ser um dos seus melhores trabalhos como argumentista.


O elenco é genial, contando com a melhor Actriz ainda em actividade, Meryl Streep. E do lado masculino com o grande mestre da comédia Steve Martin, e o surpreendente Alec Baldwin. Parece que os ares de 30 Rock fizeram bem ao homem.

Em suma, recomendo esta comédia romântica, que embora seja previsível e tenha algumas falhas no argumento, (não consigo perceber como ela podia ser tão rica, mas pronto) continua a ser divertido e é sempre agradável ver três bons actores a trabalharem juntos.

Fico à espera agora da cerimónia de entrega dos Óscares para voltar a ver a dupla Steve Martin/Alec Baldwin em acção.


"And I like that you stopped getting bikini waxes. You've gone native. I was into it!"

Avaliação - 6.4/10

Saw VI (2009)


Saiu mais um Saw, desta vez o sexto. Depois de o primeiro ter sido uma agradável surpresa, e do segundo ter sido também bastante acima da média, tendo em conta a qualidade das sequelas a filmes de terror que têm sido feitas. Mas a partir daí, o franchise começou a cair de qualidade, e muito!

Com este Saw VI, eles conseguem atingir o terceiro melhor filme da série, mas não faz com que o filme seja minimamente bom, só revela que os seus antecessores foram miseráveis.

No filme, William Easton (Peter Outerbridge) é posto a prova. Ele trabalha numa seguradora, e é ele quem decide quem deve ou não receber seguro.
É de relembrar que nos Estados Unidos as pessoas precisam destas seguradoras, já que sem elas os valores de consultas e cirurgias são muito grandes e por vezes insuportáveis de as pessoas que delas precisam as pagarem. Se acabassem com essas empresas e aplicassem o modelo que a maioria da Europa usa, é que eram espertos, mas deixemo-nos de políticas e voltemos ao filme.
William é quem decide, se cada pessoa é qualificada para ter seguro. Sendo "obrigado" de acordo com os seus princípios, a rejeitar inúmeros candidatos, um deles sendo o original Jigsaw, ele "condena" imensas pessoas à morte.


Jigsaw, agora morto, já tinha preparado o "jogo" para William, e o seu sucessor, o Detective Mark Hoffman (Costas Mandylor) tratou que tudo fosse cumprido até ao mínimo pormenor.

Nestes típicos filmes de terror, as performances nunca são grande coisa, por várias razões. Primeiro, quase nunca entram grandes actores neste género de filmes, e também por quase nunca o argumento lhes permite fazer melhor.
Destaco a razoável prestação de Peter Outerbridge como um factor positivo do filme, ao contrário da de Costas Mandylor que é bastante má.

Como já disse, normalmente neste género de filmes os argumentos são fracos, e este não foge à regra. É mais do mesmo, se ainda fosse mais do mesmo dos dois primeiros Saw, mas não é mesmo dos outros mais recentes.

Já foi anunciado que vai haver novo Saw, e pelo que dizem será o último. Será também filmado em 3D. Agora irei dar mais uma hipótese para redenção a este franchise que felizmente tem os seus dias contados.


"You will be put to the test."

Avaliação - 5.0

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

The Brothers Bloom (2009)


Stephen (Mark Rufallo) e Bloom (Adam Brody), são dois grandes aldrabões, desde cedo aprenderam a enganar as pessoas, sempre para roubar dinheiro. Num dia, encontram mais uma vítima, é ela Penelope (Rachel Weisz) que é rica, bela e sobretudo vive na solidão.
Bloom já farto daquela vida, quer se "reformar", sendo este golpe a Penelope o seu último trabalho.
Mas um grande problema acontece, quando Bloom se apaixona por Penelope, o que torna a execução final do seu golpe bastante mais difícil.

Em The Brothers Bloom, Mark Rufallo e Adam Brody estão ao seu melhor nível, com excelentes prestações de ambos. Mas é Rachel Weisz que mais brilha nesta película. Vê-se que deu tudo ao seu papel, transparecendo isso em cada cena.


O grande problema do filme será talvez o argumento, que por vezes parece brilhante e noutras parece um pouco medíocre. Se calhar o excesso de "twists", conjugado com o por vezes medíocre argumento, faz com que o filme acabe por não ser uma obra genial do realizador Rian Johnson, que em termos de realização esteve ao nível bastante bom.

Mas apesar de por vezes o filme se tornar um pouco chato, são muitos os momentos interessantes, e por vezes hilariantes, que tornam esta fita bastante agradável de visionar.


"I have at different times in my life, sold sand to an Arab and ice to an Eskimo."


Avaliação - 7.1/10

domingo, 14 de fevereiro de 2010

I Love You, Man (2009)


Nesta comédia, Paul Rudd que interpreta Peter Klaven, é um homem que nunca teve problema com as mulheres, sempre foi tendo namorados e sempre se deu muito bem com elas. Mas quando está pronto para casar com Zooey (Rashida Jones), ele denota que não tem qualquer amigo que possa ser seu padrinho de casamento. E o filme desenvolva-se com a procura desse amigo para Peter, que depois de alguns encontros falhados acaba por encontrar quem lhe parece ideal para padrinho e seu melhor amigo.

A ideia principal do filme é bastante original. Normalmente neste tipo de comédias a personagem principal corre atrás do amor da sua vida, ou mesmo sem estando à procura acaba por encontrá-la. Mas neste não é assim, dando-lhe portanto um pouco de originalidade que, a meu ver, tem faltado nas comédias ultimamente.


Paul Rudd, prova mais uma vez ser um dos melhores actores de comédia que por aí andam. Sendo o seu humor corporal o melhor do filme. Jason Segel, o possível padrinho de casamento de Peter com Zooey, cumpre no seu papel bem como Rashida Jones. Uma nota ainda para o excelente elenco de actores, todos com pequenas prestações mas muito boas, como é o caso de Kaime Pressly, Jon Favreau e principalmente J.K. Simmons.

O argumento embora seja original como já disse, falha nalgumas situações, sendo algumas cenas ainda, não muito plausíveis de acontecer.

Em suma, I love You, Man é uma boa comédia que sem dúvida vai agradar a todos que a vejam.


"Slappin' Da Bass!!"

Avaliação - 7.0/10

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

The Box (2009)


Decorre o ano de 1976, quando Norma (Cameron Diaz) e Arthur Lewis (James Marsden) abrem a porta de sua casa para lá encontrarem uma misteriosa caixa. Quando a abrem veem que lá dentro se encontra um simples botão. Ao final da tarde desse mesmo dia, aparece-lhes um homem desfigurado à porta de casa. Esse homem é Arlington Steward (Frank Langella) e vem com uma estranha proposta. Se eles carregarem no botão, uma pessoa que eles não conhecem irá morrer e eles irão ganhar um milhão de dólares em troca. Devido à sua difícil situação financeira eles ponderam mesmo se devem ou não carregar no botão, mesmo achando que nada irá acontecer.

Como não será difícil de prever, eles acabam mesmo por carregar no botão, o que a partir desse momento fará com que as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.

Este filme que se revelou uma autêntica desilusão para mim, já que é do mesmo realizador do inovador Donnie Darko, Richard Kelly, e The Box não conseguiu sequer chegar aos calcanhares desse anterior filme do realizador.


E isso aconteceu por variadíssimas razões. A primeira pela prestação dos actores, especialmente da actriz principal Cameron Diaz, ela esteve péssima no seu papel não conseguindo demonstrar qualquer sentimento nas palavras que dizia. Ser actor não é só decorar as falas e pronto, é preciso encarnar a personagem, coisa que não aconteceu nem de longe com Cameron Diaz neste filme.
O argumento também não é muito bom, sendo por vezes demasiado confuso.

Como já fiz questão de referir, esperava mais do realizador de Donnie Darko, que depois dessa fantástica obra, nos traz um filme sem o mínimo sentido e que nos faz colocar apenas uma questão no seu final, "Mas qual foi a ideia?"

No final de contas uma autêntica decepção.


"Somebody pushing your buttons?"

Avaliação - 4.0/10

Trailer de Get Him to the Greek

Get Him to the Greek



Um filme com Jonah Hill e Russel Brand.

Jennifer's Body (2009)


Em Jennifer's Body, Megan Fox é Jennifer, uma míuda atraente que deixa todos os rapazes da sua escola a salivar por ela. Uma noite ela leva a sua melhor amiga, Needy (Amanda Seyfried) até um bar da cidade, onde ela espera engatar o vocalista da banda que lá vai tocar, interpretado por Adam Brody. Não se percebe bem como, o bar começa a arder e muitas pessoas morrem no interior, a banda e as duas amigas conseguem escapar. Jennifer visivelmente afectada é levada pela banda na sua carrinha, e quando volta já não é a mesma.

Existem imensos problemas com o filme. O guião escrito pela vencedora de um Óscar por Juno, Diablo Cody, desta vez falha redondamente. O argumento está cheio de clichés e com péssimos diálogos,exceptuando alguns casos, onde ainda se vê que quem escreveu Juno ainda está ali. Para além disso o filme não se define. Não se percebe se é um filme de terror, se é uma comédia. Não apostando num ou noutro o filme vai-se perdendo.


Megan Fox não me parece ser uma boa actriz. Neste papel não demonstra qualquer emoção no que diz. Se a ideia era por como protagonista uma menina bonita e nada mais, conseguiram, mas isto é um filme, uma actriz a sério teria sido uma melhor escolha. Digo eu. Amanda Seyfried, no pouco que lhe é dado para comprovar as suas qualidades não desilude, limita-se a cumprir. Mas esta já me parece que possa ter futuro como actriz a sério, mas isso só o futuro o dirá.

Em suma, Jennifer's Body é uma desilusão. Vindo da argumentista que veio e com tantas jovens promessas na representação esperava algo diferente. Não esperava uma "masterpiece" mas um filme que entretesse, nem que fosse um bocadinho. Mas nem isso o filme foi capaz de proporcionar.


"It's true. It's on the Wikipedia."

Avaliação - 4.1/10

Heroes


Chegado o fim de mais uma temporada desta série, chegou a altura de fazer um balanço. Mas antes vou explicar mais ao menos do que trata Heroes.

A série fala num determinado grupo de pessoas que se vão apercebendo com o passar do tempo que têm uma habilidade fora do normal. Umas conseguem se regenerar, outros conseguem voar, etc. Esses seres especiais são numa primeira instância da série perseguidos por um grupo denominado de "A Companhia", que quer prevenir que os seres com habilidades possam nalgum caso magoar alguém, e tentam também impedir que todo o mundo saiba da existência destes "heróis". A maior parte deles são pessoas boas que não usam as suas habilidades para magoar ninguém, excluindo Sylar que só quer ganhar mais poder, conseguindo-o retirando os poderes e matando as pessoas que os possuam.


A primeira temporada é bastante boa, cheia de intriga e suspense, fazendo o espectador preocupar-se com o destino das personagens e com o mundo. Mas apartir da segunda temporada a série caiu imenso de qualidade. Parecia que não era escrita pelas mesmas pessoas. Passou a haver imensos buracos na acção, coisas inexplicaveis aconteciam. Só para dar um exemplo, o que aconteceu a Molly a menininha que Suresh e Parkman adoptaram? Eles continuaram a aparecer na série mas da míuda nunca mais se ouviu falar.

E pouco mais há a dizer acerca das restantes temporadas, são todas de baixa qualidade, só não sei como ainda não foi cancelada, e pelo final desta quarta temporada nota-se que há uma janela para futuros episódios. Nesse ponto só há uma hipótese, ou melhoram rapidamente a qualidade da série ou mais vale acabar com a série.

Para sumarizar, é uma série que recomendo sem dúvida a visualização da primeira temporada. De resto ne vale a pena ver que as restantes temporadas não chegam aos calcanhares da primeira.


"Save the cheerleader. Save the world!"

Avaliação - 6/10

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Law Abiding Citizen (2009)


Nesta fita Gerard Butler é Clyde Shelton, que depois de ter vista dois homens matar a mulher e a filha quer que a ambos seja feita justiça. Nick Price (Jamie Foxx) é o seu advogado que ao se aperceber que seria bastante dificil condenar ambos os assassinos resolve fazer um acordo com um deles, condenando o outro à morte e fazendo com que o que negociou o acordo cumprisse uma pequena pena.
Clyde não fica nada satisfeito com este desfechoe vê-se nos seus olhos que ele vai exigir vingança.

A acção do filme acontece dez anos depois da morte da família de Clyde. Decidido a resolver o que a justiça americana não conseguiu, Clyde tortura e mata o homem que se safou apenas com uma pequena sentença. Depois disso é preciso e aí é que o filme realmente começa. Mesmo estando preso Clyde consegue matar várias das pessoas ligadas ao seu caso. O resto do filme basicamente é Nick Price a tentar evitar mais mortes, sabendo que está a defrontar alguém que nada tem a perder e fará tudo para matar os responsáveis pelo facto de a justiça não ter sido feita.


Tanto Butler como Foxx cumprem nos seus pápeis, sem serem brilhantes. O argumento é bastante fraco tendo imenso buracos na narrativa. Seria a meu ver impossível dar ao filme qualquer tipo de credibilidade, o que foi sem dúvida uma aposta ganha, porque o filme não a tem. Decidiram e bem, dar um filme sem grande lógica mas bom para passar o tempo. Basta ver pelo final, eu acho que eles não pensaram muito bem naquilo.

Para quem quer ver um filme onde não precisa de pensar minimamente, e depois de o ver não pensar mais nele este é ideal. Quanto mais de pensa no filme pior ele se torna.


"I'm gonna pull the whole thing down. I'm gonna bring the whole fuckin' diseased, corrupt temple down on your head. It's gonna be biblical."

Avaliação - 6.3/10

Confessions of a Shopaholic (2009)


Nesta pretensa sátira sobre a sociedade consumista é na realidade mais uma comédia-romântica que faz com que esse género cada vez mais não seja apreciado pelas pessoas. Abusam-se nas comédias-românticas hoje em dia, e a maior parte delas não vale o dinheiro do bilhete. E é isso que acontece com este Confessions of a Shopaholic.

O filme conta a história de Rebecca Bloomwood (Isla Fisher) uma jornalista numa pequena revista de jardinagem que adora fazer compras e depara-se com uma dívida de 16 mil dólares. E para piorar as coisas ela fica sem emprego. Como irá ela arranjar dinheiro para pagar aquelas contas? Ela parece não se preocupar muito com a situação e gasta ainda mais dinheiro, com toda a sorte do mundo consegue um emprego numa revista de finanças e depois de escrever um artigo alcança fama nacional. E para além disso apaixona-se pelo seu jovem e sexy patrão. Caramba, ela é sortuda!


Todo o filme é um mundo de clichés e de previsibilidades, passado 10 minutos já se sabe o que vai acontecer durante o resto da fita. A única coisa que o salva são a presença e actuações de nomes consagrados como Joan Cusack, John Goodman e Kristin Scott Thomas. Se assim não fosse realmente seria complicado assistir ao filme.
A sempre adorável Isla Fisher cumpre no papel, sem nunca deslumbrar, mas também não havia lá muito por onde pegar.
Por outro lado, o guião como já disse é totalmente previsível e só por isso mau. A realização como a maior parte das actuações é razoável, sem nunca deslumbrar mas sem comprometer.

Em suma, o filme em momentos tem a sua piada, mas o péssimo argumento faz com que não o vá rever.


"They said I was a valued customer. Now they send me hate mail."

Avaliação - 4.7/10