A partir deste momento, este blog irá contar com a participação especial de Citizen Kane que irá ocasionalmente postar algumas críticas e dinamizar, tal como eu, este espaço.
Neste filme, a vida de três desconhecidos que vão acabar por se colidir devido a um trágico evento que promete abalar as suas vidas para todo o sempre.
O realizador Alejandro González Iñárritu conta a história não numa maneira sequencial, mas quase como se fossem pequenas histórias individuais que se vão eventualmente por cruzar.
As personagens principais são Paul Rivers (Sean Penn), um homem que precisa urgentemente de um novo coração senão corre o risco de não viver por muito mais tempo, Cristina Peck (Naomi Watts), uma ex toxicodependência que é agora uma mulher casada e mãe de duas filhas, e Jack Jordan (Benicio Del Toro), que é um ex presidiário que agora é um grande devoto em Deus e deixa que Ele decida tudo por Jordan.
Mas rapidamente, tudo irá mudar para os três.
A fita conta com um excelente elenco, encabeçado por Sean Penn, Naomi Watts e Benicio Del Toro que dão todos excelentes prestações.
Watts dá mesmo a sua melhor prestação de sempre, mostrando que pode muito bem ser considerada uma das melhores actrizes da sua geração.
Benicio Del Toro está mais uma vez fantástico, ele que nunca desilude nos seus papéis e neste atinge um nível brilhante.
Sean Penn, que teve um ano em cheio, já que nesse ano entrou no excelente Mystic River que mais tarde lhe valeria o Óscar de Melhor Actor. Aqui em 21 Grams ele dá mais uma prestação que fica para a história e prova que é um dos melhores (o melhor talvez!) actor da sua geração.
O argumento escrito por Guillermo Arriaga, é dos melhores da década transacta, conseguindo com ele que quem veja o filme consiga facilmente preocupar-se com as personagens, sendo elas todas bastante estranhas e por vezes difíceis de gostar, e isso deve-se, claramente, ao argumento.
A realização de Inarritu é fantástica. Ele consegue fazer com que o método que usa para filmar, faça com que o espectador sinta melhor as emoções das personagens e compreenda melhor toda a acção do filme.
21 Grams, prova ser um dos melhores filmes do ano de 2003 e foi um dos grandes injustiçados da cerimónias dos Óscares, conseguindo apenas duas nomeações e saindo sem qualquer vitória.
"They say we all lose 21 grams... at the exact moment of our death. Everyone. And how much fits into 21 grams? How much is lost? When do we lose 21 grams? How much goes with them? How much is gained? How much is gained? Twenty-one grams. The weight of a stack of five nickels. The weight of a hummingbird. A chocolate bar. How much did 21 grams weigh?"
Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), são dois comuns adolescentes que não gozam de qualquer popularidade na sua escola. Eles são por vezes acompanhados por outro impopular adolescente, Fogell (Cristopher Mintz-Plasse), do qual eles não gostam muito, especialmente Seth.
Agora que estão a poucas semanas de acabarem o secundário e irem para a universidade, os três amigos querem desesperadamente ter sexo, para depois quando chegarem a universidade serem mais experientes nessa matéria.
Para sua surpresa, os três são convidados para irem a uma festa na casa da popular Jules (Emma Stone), e esta parece ser a melhor chance que têm para perder a virgindade. Por essa altura, Fogell está perto de ter um bilhete de identidade falso, que lhe permitirá comprar bebidas alcoólicas para a festa e assim eles podem-se tornar um pouco mais populares junto dos seus colegas.
E é a partir daí que as coisas começam a correr de uma maneira que não estava prevista, entrando em acção dois polícias no minímo peculiares, Slater (Bill Hader) e Michaels (Seth Rogen), que vêm trazer ainda mais comédia ao filme.
Superbad é uma comédia de adolescentes que cumpre o seu papel a um nível fantástico. A grande diferença deste filme para todos os outros filmes de adolescentes é o argumento que se revela absolutamente genial para o género. Esse argumento foi escrito por Evan Goldberg e o grande Seth Rogen. (Nota para o facto de o nomes das duas personagens principais serem o nome dos autores do filme, será sequer possível que existe alguma ponta de autobiografia neste filme? Seria giro!)
Todos os actores cumprem no seu papel, mas o meu destaque vai para Cristopher Mintz-Plasse que fez aqui a sua estreia no cinema, ele que na altura era mesmo um aluno do secundário e safa-se bastante bem em todos os momentos. Dos restantes só esperava o que ofereceram, o que foi muito.
A realização coube a Greg Mottola, realizador de Adventureland, que não brilhou nem comprometeu, fez o que seria suposto neste tipo de filmes, que é deixar os actores e o argumento brilharem.
Como é possível ver, é-me muito difícil não recomendar este filme, mas é preciso ter atenção que poderá não ser um filme para todos, especialmente para quem é demasiado susceptível para com palavrões e basicamente, díalogos reais. É sem dúvida, uma excelente comédia de adolescentes.
"You know when you hear girls say 'Ah man, I was so shit-faced last night, I shouldn't have fucked that guy?' We could be that mistake!"
O filme conta a história de uma jovem cientista chamada Ellie Arroway (Jodie Foster) que passou toda a vida a acreditar que há vida fora deste planeta, senão seria "um enorme desperdício de espaço". Depois de vários anos, ao abrigo de um programa do governo, a tentar descobrir alguma forma de vida, e depois de lhes serem retirado os fundos pelo governo, ela por autêntica sorte encontra uma mensagem mandada por dum planeta longínquo.
Depois de várias análises à mensagem, eles descobrem que aquilo é um género de livro de instruções para um projecto do qual os cientistas pensam que seja uma máquina que fará com que uma, e apenas uma, pessoa possa ir ter com os seres extra terrestres ao seu planeta.
Depois de isto tudo ser descoberto pelo público começa o caos, havendo imensa discussão entre pessoas racionais que acreditam na ciência como resposta a todas as questões, e do outro lado os crentes em Deus e nas religiões que não vêem com bons olhos estas mensagens vindas de outro mundo.
As actuações de todo o elenco, são bastante boas, indo o foco para Jodie Foster que está, mais uma vez, a um grande nível. Até Matthew McConaughey, um actor que eu não gosto particularmente, consegue estar bem no seu papel de crente em Deus.
O argumento, embora não estrague o filme, por assim dizer, faz com que o filme por diversas vezes tenha ritmos diferentes o que é um pouco chato. E também achei que o final podia ter sido bem melhor, já que me pareceu ter sido feito bastante à pressa.
O realizador Robert Zemeckis, depois de vários sucessos com a trilogia Back to the Future e o grande Forrest Gump, volta ao cinema com este filme de ficção científica e conjugando imensos factores que têm a ver com a realização cumpre a sua tarefa bastante bem. Numa certa parte do filme ele começa a usar uma tecnologia da qual agora não consegue viver sem. E engraçado ver esse início na sua carreira.
Contact e embora não seja um grande filme também não é um mau filme. É um filme que entretém e que se não fosse um final bastante rápido e sem grande profunidade poderiamos tar aqui a falar de um grande filme de ficção científica.
"Mathematics is the only true universal language."
Carter Chambers (Morgan Freeman) e Edward Cole (Jack Nicholson) são dois idosos muito perto e morrer. Os médicos não lhes dão mais do que seis meses de vida.
Edward é o dono do hospital onde ambos estão e é um sujeito bastante rico. Carter é um mecânico pobre que partilha o quarto com Edward. Eles são completamente diferentes um do outro. Enquanto Cole é divorciado de quatro mulheres e não tem aparentemente qualquer família, Chambers possui uma larga família e uma mulher devota que o ama muito.
À medida que a hora final vai chegando os dois vão-se aproximando, tornando-se bons amigos.
A história começa a desenvolver-se, quando Carter começa a escrever uma lista de tudo o que ele quer fazer antes de morrer. Ele gostava de fazer coisas simples que não envolvesse grande dinheiro mas apenas a ajuda do próximo. O que Carter não esperava é que Edward tomasse parte desta lista e devido a ele e ao seu dinheiro, ambos pudessem fazer uma quase volta ao mundo, experimentando várias sensações e novas culturas.
O grande problema do filme é em certos aspectos a diferença de ritmos e também o facto de nao sair do razoável noutros momentos.
O argumento escrito por Jack Zackham é um dos aspectos que falei, que não atinge o grande nível mas continua a ser razoável, bem como a realização por parte de Rob Reiner.
Os desempenhos dos actores principais no filme são esses sim, bastante bons. Também vindos de dois dos grandes actores ainda actividade não seria de esperar menos.
No fundo, The Bucket List é um bom filme para ver, caso também não se esteja à espera de uma obra prima e também desafio a alguém a não se sentir minimamente tocado pela história no seu final.
"Somewhere, some lucky guy's having a heart attack."
Depois de um dia estranho na escola, Maya (Abigail Breslin) resolve que quer saber tudo sobre como o pai, Will (Ryan Reynolds), conheceu a sua mãe.
Will acaba por ceder ao pedido de Maya, mas resolve acrescentar-lhe um pouco de mistério, contando-lhe "toda" a sua vida, a partir de um certo ponto, até àquele momento, contando também todas as mulheres por quem se interessou desde a sua vinda para Nova Iorque. Mas para Maya não saber qual delas é a sua mãe, ele dá-lhes falsos nomes, acrescentando assim um pouco de mistério à trama.
Definitely, Maybe é uma simpática comédia romântica que realmente sobressai no meio de tantas outras que são no mínimo medianas. Esta aqui é bastante original e o crédito vai todo para o realizador/argumentista Adam Brooks.
Todos os papéis são bem interpretados, até por um Ryan Reynolds que não imaginei que se fosse sair muito bem como figura paternal, mas tenho de dar o meu braço a torcer, já que ele esteve bastante bem. Como a pequena Abigail Breslin, que pode ser o futuro da representação.
Elizabeth Banks, Isla Fisher e Rachel Weisz representam as candidatas a mãe de Maya, e todas elas cumprem no seu papel. Pessoalmente acho todas interessantes, tanto a nível da representação como a nível de beleza, e Will só pode ser considerado um autêntico garanhão!
Uma nota ainda para a pequena prestação de Kevin Kline que foi umas das mais engraçadas personagens do filme.
Esta fita revela-se uma lufada de ar fresco nas comédias românticas, que têm andado bastante em baixo nos últimos tempos.
"Dad, I can't believe you smoked... and drank... and was such a slut... But I still love you."
Warren Schmidt (Jack Nicholson) acabou de se reformar de um emprego numa seguradora, e encontra-se bastante aborrecido e sempre a tentar fazer qualquer coisa que lhe ocupe o tempo. Tudo piora quando a mulher de Warren morre e ele fica sozinho.
Com isto tudo a acontecer ao mesmo tempo, Warren, ao ver um anúncio na televisão, "patrocina" um menino africano, mandando-lhe uma determinada quantia todos os meses. Junto com o dinheiro manda-lhe uma carta a contar o que se vai passando na sua vida, dando assim a "voice-over" ao filme. Nessas cartas ele desabafa e diz tudo o que pensa em relações a variadíssimos assuntos.
A filha de Warren está muito perto de casar, e ele sem nada para fazer põe-se a caminho de Denver, para ajudar nos preparativos do casamento algo que não satisfaz muito a filha, assim e não querendo voltar para aquela casa fria e vazia, Warren vai revisitar o passado, indo, por exemplo, ao local onde viveu a sua infância.
Nesta fita, Nicholson dá mais uma excelente prestação e prova que é um dos grandes acotres ainad em actividade. Totalmente justa a nomeação para o Óscar de Melhor Actor, mas revelou-se bastante difícil para ele ganhar já que tinha dois concorrentes de peso nesse ano.
O restante elenco dá-nos os momentos mais engraçados do filme, estando lá por vezes para fazer o filme mais leve. Um especial destaque para Dermot Mulroney como Randall Hertzel, futuro marido da filha de Warren e também para a sua mãe Roberta Hertzel interpretada por Kathy Bates.
A película é realizada por Alexender Payne e escrito pelo mesmo e também por Jim Taylor. Em ambos os casos os objectivos são cumpridos. Sendo a realização de Payne bastante bela em espaços.
About Schmidt é um filme do qual o principal objectivo é deixar-nos a pensar sobre a vida. Se realmente a única coisa que queremos é um emprego bem remunerado e uma casa agradável, sem pelo meio aproveitarmos a vida poderemos todos acabar como Warren Schmidt, tristes e no fundo, sozinhos.
"Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn't matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all."
E como seria de esperar o 4º capítulo desta saga é bastante inferior aos restantes três. Então comparando com Alien, está a milhas de distância.
Depois de em Alien 3, Ripley (Sigourney Weaver) ter acabado com o mal pela raiz, o que seria um bom final para a saga, os cientistas não desistem em tentar utilizar os seres alienígenas para experiências.
E embora tenham passado 200 anos desde a morte de Ripley, tentam produzir um clone desta heroína, que tenha dentro dele um dos pequenos bichinhos. E depois de várias tentativas falhadas alcançam o seu objectivo.
Como é óbvio, algo corre mal e os aliens conseguem escapar, prometendo espalhar o terror e matar tudo e todos os que estejam a bordo da nave.
Desta vez o realizador é Jean-Pierre Jeunet, o mesmo realizador de Le Fabuleux Destin D'Amelie Poulain, e mais uma vez tal como em Alien 3 não é pela realização que o filme falha.
A fita conta com uns claros melhoramentos nos efeitos especiais, que como é normal foram evoluindo de episódio a episódio.
Mas onde mais uma vez falha é no argumento que chega por momentos a ser risível. Ele fo escrito por Joss Whedon, uns dos argumentistas de Toy Story (mas que diferença de um para o outro!), e tem nele todo o tipo de clichés que seria de esperar, tendo também as habituais one-lines completamente desnecessárias.
Neste capítulo Sigourney Weaver teve que criar uma Ripley completamente diferente, e nota-se que ela deu tudo o que tinha para fazer com que o filme funcionasse, bem como o restante grupo de actores secundários, a destacar o sempre agradável de ver a actuar, Ron Perlman.
Para finalizar, Alien: Resurrection é a desnecessária sequela que mancha um pouco toda a saga, que é basnte boa especialmente nos dois primeiros filmes.
"You're a thing, a construct. They grew you in a fucking lab."
Neste terceiro capítulo da saga Alien, começamos onde o capítulo anterior nos deixou. Depois de Ellen Ripley (Sigourney Weaver) com a ajuda do andróide Bishop (Lance Henriksen), Hicks (Michael Biehn) e a pequena Newt (Danielle Edmond) conseguirem destruir o, suposto, último Alien, embarcam todos numa pequena nave a caminho da Terra. Mas afinal ainda deixaram escapar um pequeno verme, que conseguiu chegar a bordo da nave.
O alien provoca estragos na nave e ela cai num planeta distante da Terra, na queda todos os ocupantes morrem, menos Ripley que consegue sobreviver. Esse planeta é habitado por prisioneiros que cometeram os mais variados crimes e juraram nunca mais o fazer rendendo-se a Deus.
Mal Ripley se restabelece por completo, e sabe da morte dos seus amigos, ela, claro está, fica devastada, mas não tem muito tempo para chorar a morte deles, já que à medida que o tempo vai passando, os mortos vão se acumulando e ela pensa que todo o pesadelo pode voltar a acontecer.
Neste que foi o primeiro filme realizado por David Fincher, realizador aclamado de filmes como Fight Club e Se7en, ele que segundo o próprio deixou a produção do filme por interferência do estúdio, consegue um trabalho bastante competente, e não é por ele a razão que o filme falha em vários aspectos.
A fita contém um argumento bastante pobre, comparado com os seus antecessores, o que realmente faz com que a experiência não seja tão compensatória como em Alien e Aliens.
Os efeitos especiais são claramente superiores aos anteriores, o que também é normal e esperado, devido ao avanço da tecnologia. Notava-se que nos primeiros, especialmente em Alien, não se focava muito os seres devido, claro está, À falta de efeitos especiais, que pudessem disfarçar e criar mais real os Aliens.
Mais uma vez, Sigourney Weaver, brilha com uma performance bastante poderosa e carrega mais uma vez o filme às costas. No campo das interpretações secundárias, o realce vai claramente para Charles S. Dutton, como Dillon, o "chefe" dos prisioneiros. Ele é claramente a personagem mais complexa e mais interessante de seguir.
Embora, Alien 3 não esteja claramente aos mesmo nível dos anteriores capítulos da saga, continua a ser um filme agradável de seguir e que me pareceria uma boa maneira de acabar com a dita saga, infelizmente não foi assim.
9 -----------------------------------------
21 Grams -----------------------------------------
25th Hour ------------------------------------------
About Schmidt ------------------------------------------
Alien ------------------------------------------
Alien 3 ------------------------------------------
Alien: Resurrection ------------------------------------------
Aliens ------------------------------------------
Atonement ------------------------------------------
Avatar ------------------------------------------
Big Lebowski, The ------------------------------------------
The Blind Side ------------------------------------------
The Box ------------------------------------------
Brothers ------------------------------------------
The Brothers Bloom ------------------------------------------
Bucket List, The ------------------------------------------
Burn After Reading ------------------------------------------ Catch me if You Can ------------------------------------------ Charlie and the Chocolate Factory ------------------------------------------
Confessions of a Shopaholic ------------------------------------------
Contact ------------------------------------------
Definitively, Maybe ------------------------------------------
The Departed ------------------------------------------
An Education ------------------------------------------
Fantastic Mr. Fox ------------------------------------------
Fargo ------------------------------------------
Flags of our Fathers ------------------------------------------
Good Bye Lenin! ------------------------------------------
Goodfellas ------------------------------------------
Gremlins ------------------------------------------
A History of Violence ------------------------------------------
I Love you, Man ------------------------------------------ The Imaginarium of Doctor Parnassus ------------------------------------------
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Kill Bill: Vol. I ------------------------------------------
Kill Bill: Vol. II ------------------------------------------
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